domingo, 1 de dezembro de 2013

O Anel, para todos dominar

tolkienJ. R. R. Tolkien criou um mundo fantástico, com homens e elfos, anões e magos, orcs e trolls, ents e hobbits. Isto foi há muito tempo, quando a terra ainda era jovem. Os elfos inventaram o fabrico dos anéis de poder e Sauron fingiu amizade para se aproximar deles, aprender o ofício e usá-lo para o mal.
Sauron elevou esta arte à perfeição e criou O Anel, o mais poderoso de todos, para dominar os povos e nas trevas os reter. Numa decisiva batalha, o Senhor do Escuro foi derrotado e perdeu o seu precioso anel. A trilogia O Senhor dos Anéis é a história da luta de Sauron para recuperá-lo. Na sua estreita perspectiva, Sauron calcula que Frodo, o hobbit portador d’O Anel, vai usar a jóia para acumular poder e derrotá-lo. Não passa pela cabeça do déspota que alguém pode agir pelo bem comum e abrir mão da paixão pelo domínio.
Frodo, assistido pelo sábio mago Gandalf, sabe que O Anel é perigoso, representa a tendência humana de querer dominar os semelhantes; representa o egoísmo, as mais baixas paixões. Sabe que quem o usar por muito tempo acabará sendo dominado por ele e aos poucos se tornará tão mal quanto Sauron. A única solução é destruir O Anel lançando-o no Vulcão da Condenação, no coração do reino inimigo, onde foi forjado; só este vulcão tem capacidade de destruir a jóia. Alguns acreditam que o fogo dos dragões podia destruir O Anel; segundo Gandalf, entretanto, nem mesmo Ancalagon, O Negro – o mais poderoso dos dragões – seria capaz disso. Mas esta discussão era inútil, pois os dragões já haviam sido extintos.
Esta fantástica história é uma metáfora sobre a vontade humana de dominar os semelhantes, cristalizada pelos regimes socialistas, que querem submeter os povos e nas trevas os reter. Foi escrita numa época em que o marxismo grassava, pregando o ódio contra Deus. Mais de século e meio após O Manifesto Comunista, os podres frutos do comunismo são o Ocidente cambaleante, a Igreja aos cacos e mais de 100 milhões de mortos. O socialismo, por sua vez, vai bem, muito bem, este monstro frio avança cada vez mais sobre nós. Agora, mata menos no paredão e mais nas clínicas de aborto.
Uma das últimas frases de Frodo no livro é o resumo da saga e, ao mesmo tempo, um norte para nós que desejamos lutar e não nos conformamos com a escravidão. Quando Frodo avisa Sam, o seu companheiro de aventuras, que vai partir para sempre para além dos Portos Cinzentos, ouve do amigo esta queixa: “Depois de tudo pelo que você passou, pensei que fôsse desfrutar da nossa companhia e das coisas pelas quais lutou”.
Frodo respondeu:
- Às vezes há de ser assim quando as coisas estão em perigo: alguém tem que abrir mão delas, arriscar mesmo perdê-las, para que outros possam usufruí-las.

Ricardo Hashimoto, engenheiro e coach, edita o blog Sete Alegrias.

http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/14731-o-anel-para-todos-dominar.html

Ainda a educação grega

Onde quer que tenha surgido uma classe intelectual e dirigente capaz, apta para as mais altas tarefas da inteligência e da vida política, a educação que a preparou seguiu em linhas gerais o modelo grego.

Platão aprovava o adestramento dos jovens na técnica dos debates, mas achava que o modo pelo qual os sofistas a ensinavam arriscava corromper os alunos, viciando-os em contestar tudo e qualquer coisa e fazendo deles discutidores vazios que, confiantes no poder ilimitado da refutação, acabavam por não acreditar mais em nada. Tornavam-se contestadores cínicos e carreiristas amorais:
“Os muito jovens, quando tomam gosto pelas argumentações, usam delas como de um jogo, recorrendo a elas sempre com um intuito de controvérsia, e, a exemplo daqueles que os refutaram por completo, eles mesmos refutarão outros, obtendo prazer, como cãezinhos novos, em nos puxar e dilacerar com argumentos, cada vez que nos aproximamos deles... Quando, no entanto, houverem refutado um grande número de pessoas e grande número de pessoas os tiver refutado com uma queda brutal e rápida, ei-los que chegam a não acreditar em mais nada daquilo em que acreditavam antes. Ora..., o homem de mais idade não consentirá em tomar parte nesse delírio, mas imitará antes aquele que consente em dialogar e em buscar a verdade, em vez de imitar aquele que, na controvérsia, joga um jogo pelo prazer de jogar.” (A República, VII, 539 b2-c8.)
A arte de fazer da discussão um método para a investigação da verdade em vez de um simples jogo ou de um meio de subir na vida, foi precisamente o que Sócrates introduziu na educação grega e que Platão aperfeiçoou sob o nome de dialética. O público que se dirigia a Sócrates para aprender essa arte não se constituía, pois, de crianças nem de adolescentes, mas de adultos jovens e mesmo não tão jovens que já haviam passado pelas duas etapas iniciais da educação grega: a formação literária e artística e o adestramento para as discussões públicas. Com Sócrates eles aprendiam um tipo de discussão em que já não se tratava de vencer um adversário, mas de confrontar idéias e hipóteses diversas e conflitantes com a finalidade de encontrar os princípios comuns que davam a razão de todas elas e assim avançavam um passo em direção à verdade do objeto discutido. Esse exercício era tão alheio à busca de vitórias sofísticas, que tanto podia ser realizado em grupo quanto individualmente, tanto em voz alta como em pensamento.
Aristóteles apreciava a dialética socrático-platônica e a empregou abundantemente nas suas investigações filosóficas, julgando-a mesmo o único instrumento científico viável nos assuntos novos e inexplorados, onde não se dispõe de nenhum princípio ou premissa geral e se trata precisamente de buscá-los pela primeira vez. A sistematização aristotélica da dialética no livro dos Tópicos constitui, historicamente, a primeira formulação geral daquilo que mais tarde viria a chamar-se “método científico”.
No entanto, Aristóteles descobriu que no fundo das confrontações dialéticas existia um critério subjacente, não formulado, para a aferição da coerência dos discursos. Toda discussão dialética visava a encontrar as premissas, os princípios fundantes para o estudo desta ou daquela questão, premissas ou princípios dos quais se pudesse então tirar conclusões válidas. Mas, de um lado, a dialética não tinha por si nenhum meio de distinguir se essas premissas eram absolutamente verdadeiras ou eram apenas mais razoáveis do que aquelas das quais a discussão havia partido. De outro lado, todo o esforço dialético era guiado por um ideal de coerência discursiva que a  própria dialética não chegava a explicitar. O que Aristóteles fez foi então tornar explícitas as exigências contidas nesse ideal e formular o conjunto de regras que se devia seguir para atingi-lo. Foi essa arte que ele denominou analítica, mais tarde chamada “lógica”.
Aristóteles ensinava essa arte no Liceu, a escola que ele fundou e que era uma espécie de upgrade especializado da Academia platônica. Os alunos que vinham aprender lógica com ele já chegavam, portanto, com todo o preparo que haviam recebido nas três etapas anteriores: a formação literária e artística, o adestramento sofístico para as discussões públicas e a dialética socrático-platônica.
Essa breve narrativa mostra que tanto a história da evolução da educação grega quanto a gradação das etapas do aprendizado seguido por cada novo aluno já continham, implicitamente e na prática, a escala dos graus de credibilidade que Aristóteles formularia na sucessão dos discursos poético, retórico, dialético e lógico-analítico, à qual dei o nome de “teoria dos quatro discursos”. Essa coincidência de escalaridade entre a evolução histórica de uma cultura e a estrutura das etapas do aprendizado em cada aluno individual sugere que a ordem interna da educação grega é mesmo um modelo ideal, no sentido em que sugeri acima.
Onde quer que tenha surgido uma classe intelectual e dirigente capaz, apta para as mais altas tarefas da inteligência e da vida política, a educação que a preparou seguiu em linhas gerais o modelo grego. A administração colonial britânica é um exemplo. A série quase inteira dos presidentes americanos é outro. A partir do momento em que as escolas negligenciam a transmissão dos valores universais e permanentes e caem na esparrela de querer infundir nas crianças o culto do que é mais recente e passageiro – sob o nome pomposo de “conquistas avançadas da ciência e da técnica” ou qualquer outro – o resultado é sempre decadência, barbárie, estupidez generalizada. A educação brasileira é o exemplo mais nítido.

Publicado no Diário do Comércio.

http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/14734-ainda-a-educacao-grega.html

Defensores da impunidade

ptlulamensalão 
Em nosso país, a mentira é direito humano.


Você está surpreso? Eu não. Nunca levei a sério políticos e partidos que centravam sua estratégia rumo ao poder no ataque impiedoso à honra dos adversários e na afetação de virtudes excelsas. Muito escrevi sobre a conduta irresponsável dos que, sem qualquer escrúpulo ou discernimento, se apresentavam com lança-chamas e tonéis de gasolina ao menor sinal de fumaça que surgisse nas proximidades de seus oponentes. Mas a estratégia foi exitosa. A sociedade sentiu-se inclinada a crer na virtude dos acusadores, desatenta para o fato de que onde estiver o ser humano estarão presentes as potências do mal e do bem. E o que melhor detém a ação do mal é a certeza da punição. Na política não existe imunidade natural frente ao poder de corrupção. Nem frente à corrupção nos escalões do poder. O que funciona é a certeza de que as instituições estão moldadas de forma a identificar e punir os culpados. E o Brasil não chega em 63º lugar no ranking da honestidade sem uma bem consolidada cultura de impunidade.

Em nosso país, a mentira é direito humano. A impunidade é cuidadosa construção. Lança fundações nos meandros de leis e códigos em cujos labirintos se orientam os bons advogados. Ergue paredes nos flagrantes não homologados por motivos irrelevantes. Lança pilares e vigas na permissividade das execuções penais e na benevolente progressão das penas. Ganha telhado quando a criminalidade é tanta que muitos delitos ficam banalizados, inclusive sob a ótica da sociedade e de seus julgadores. A maioria dos crimes praticados no país sequer é notificada pelas vítimas. O telhado protetor da impunidade foi, assim, posto e bem posto. Somos um estranho país onde é acusado de criminalizar os movimentos sociais quem comete a inaudita violência de descrever o que fazem. Somos um país onde condenados passeiam livremente nas ruas porque não há vaga nos presídios. E não se constroem presídios.

Pois o rumoroso processo do Mensalão realiza a façanha, depois de sete longos anos, de chegar ao período de sentenças definitivas, transitadas em julgado. Não faria o menor sentido discutir, aqui, a correção das condenações. Quase todas foram proferidas por ministros do STF indicados pelo governo do partido dos réus. Ambos, governo e partido reconheceram os crimes. O próprio Lula, em 12 de agosto de 2005, no auge do escândalo, falou à nação: "Eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis, das quais nunca tive conhecimento. (...) Não tenho nenhuma vergonha de dizer ao povo brasileiro que nós temos que pedir desculpas. O PT tem que pedir desculpas. O governo, onde errou, tem que pedir desculpas" (há vídeo no YouTube com o título "Lula pede desculpas"). No mesmo dia, Tarso Genro, no exercício da presidência do PT, anunciou a refundação do partido e disse que este iria punir cada um dos envolvidos em denúncias de corrupção e caixa dois para financiamento de campanhas (Agência Brasil, 12/08/2005). O atual Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na edição da revista Veja de 20/02/2008, em longa entrevista às Páginas Amarelas, reconheceu: "Teve pagamento ilegal de recursos a partidos aliados? Teve. Ponto Final. É ilegal? É. É indiscutível? É. Nós não podemos esconder esse fato da sociedade".

Agora, desmentem a si mesmos! Adotam uma estratégia desesperada, que fala em "presos políticos", tenta criminalizar o STF, pretende denegrir a imagem do ministro Joaquim Barbosa, e deseja vitimizar os presos perante a opinião pública. É o derradeiro desserviço prestado pelos réus do Mensalão e seus companheiros a uma nação que precisa vencer a impunidade. Talvez pretendessem sair deste processo sentenciados a fazer o que melhor fazem: distribuir algumas cestas-básicas ao povo.




http://www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do-pt/14737-defensores-da-impunidade.html

Mídia Sem Máscara - Ainda estamos aqui, seus desgraçados...

Mídia Sem Máscara - Ainda estamos aqui, seus desgraçados...

BLOG DO ALUIZIO AMORIM: CAÇA ÀS BRUXAS: REITORIA DA UFSC AMEAÇA PROCESSAR ...

BLOG DO ALUIZIO AMORIM: CAÇA ÀS BRUXAS: REITORIA DA UFSC AMEAÇA PROCESSAR ...: Acima cabeçalho do Blog UFSConservadora e o facsímile da Notificação da Procuradoria da UFSC Depois de mais de uma década de governos...

ARTIGO: A SANTA MÁFIA.

Por Maria Lucia Victor Barbosa (*)
Dia após dia a história se desenrola. Nestes quase doze anos de governo petista me vem à mente uma definição de Raymond Queneau: “a história é a ciência da infelicidade dos homens”. Não que tenhamos tido uma história edificante, mas me refiro à sordidez, à imoralidade, à corrupção galopante, ao teatro de mentiras e, especialmente ao escândalo descortinado pela máfia do mensalão, considerada santa pelos próprios mafiosos.
Entretanto, contra tudo e contra todos, numa luta insana para fazer justiça, pela primeira vez em nossa história a cúpula do mais poderoso partido foi parar na cadeia. Esse feito inédito se deveu à tenacidade, à coragem e à competência de um cidadão de origem humilde, negro que nunca recorreu a cotas, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa. Insultado por petistas hidrófobos, que têm como tática desqualificar e intimidar quem não reza por sua cartilha, o ministro Barbosa já entrou para a história com honra e gloria, ao contrário dos péssimos exemplos que se veem, a começar pelo ex-presidente Lula da Silva que melhor seria ser chamado de presidente, pois é quem manda e desmanda na sua grei mafiosa como poderoso chefão beneficiário de todos os vícios detectados pelo STF.
Infelizmente, o ministro Barroso recém-chegado ao STF abriu caminho para os embargos infringentes, chicanas protelatórias ao infinito com intuito de livrar a máfia de suas penas. E o ministro Celso Mello votou a favor dos tais embargos possibilitando a José Dirceu que já foi chamado de chefe da quadrilha, a José Genoíno o moribundo do ano e a Delúbio Soares autor de famosa piada de salão, o regime semiaberto em vez do fechado. Ano que vem a situação do trio pode melhorar bastante, uma vez que o próximo presidente do STF será o ministro Lewandowski. Quanto aos auxiliares de Dirceu, da base aliada ou ligados ao seu gerente do mensalão, Marcos Valério, deverão mofar na cadeia.
Escapou em fuga rocambolesca, escafedendo-se para a Itália, Henrique Pizzolato, também pertencente à “família”. Homem forte de Lula da Silva no Banco do Brasil e exímio autor de dossiês falsos contra inimigos, função comum a petistas aloprados, deve estar seguro junto à Berlusconi como aqui está o inimputável Cesare Battisti, assassino e terrorista italiano protegido de Lula da Silva.
Como aparecerão nos futuros livros de história as fotos de Dirceu e Genoíno de punho erguido, simbolizando o comunismo? Serão considerados heróis ou cínicos a rir debochadamente dos eleitores que não se cansam de eleger bandidos para representá-los? Se a história for escrita por intelectuais petistas prostituídos à causa a dupla vai ficar bem na foto.
Privilégios na prisão, revoada de parlamentares companheiros à Papuda para prestar solidariedade aos seus iguais, apoio total do PT aos pobrezinhos dos condenados, presos políticos do seu próprio partido e julgados injustamente por juízes indicados por seus presidentes, lamúrias sem fim e a surrada tese da vitimização e da culpa das elites e da mídia, no momento é bastante para santificar a máfia do mensalão.
Destaque-se José Dirceu que já arrumou emprego num hotel da elite em Brasília, o St. Peter, graças à amizade com o dono, companheiro que já foi devidamente beneficiado pelo governo em agradecimento ao favor prestado à “família”. Assim, no luxo e no conforto o chefe da quadrilha vai ser “gerente administrativo” com salário de R$ 22.000,00 e poderá continuar a fazer lobby, quem sabe na suíte presidencial.
Á exemplo dos paraguaios que boicotaram a entrada de senadores em shoppings, restaurantes, postos de gasolina e táxis por não terem suspenso a imunidade de um de seus pares, Victor Bocato, acusado de falcatruas, ninguém deveria mais se hospedar no tal hotel. Mas no Brasil isso seria querer muito.
Menos afortunado Genoíno não obteve o que queria com a encenação mambembe de infarto, os constantes chiliques, a nauseante choradeira. Médicos da Universidade de Brasília e da Câmara atestaram que ele não sofre de cardiopatia grave.  Mas, enquanto Genoíno choraminga deputados solidários se articulam para evitar sua cassação. De fato, a bancada da Papuda tende a aumentar.
Enquanto a história vai acontecendo Dilma Rousseff segue em vertiginosa campanha fazendo o diabo, como disse que faria. Pesquisa do Ibope mostra que se a eleição fosse hoje ela ganharia em primeiro turno. Talvez, ganhe mesmo em 2014. Os eleitores estão otimistas, contentes com a inadimplência, realizados com a inflação alta, maravilhados com os juros que voltaram aos dois dígitos. Lula da Silva dirá que mesmo depois de quase 12 anos de governo petista tudo é culpa do Fernando Henrique. Como não existe oposição todos acreditarão piamente e os homens farão história buscando alegremente no voto sua infelicidade.
(*) Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga e edita o blog www.maluvibar.blogspot.com.br
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LOBÃO, A PERSONALIDADE BRASILEIRA DE MAIOR DESTAQUE EM 2013.


LOBÃO, A PERSONALIDADE BRASILEIRA DE MAIOR DESTAQUE EM 2013.

Lobão, cujo nome de batismo é João Luiz Woerdenbag Filho, um dos pioneiros do rock brasileiro e que conta com uma enorme legião de fãs, demonstra que sua competência não se circunscreve somente à música, mas também à letras, haja vista para o seu recente livro que está entre os mais procurados nas livrarias.
A par de manejar bem as palavras, Lobão também demonstra outras qualidades, desde que renegou seu apoio ao esquerdismo em que militou no passado abraçando a causa democrática.  
Lobão tem revelado, não só no que concerne ao seu livro, mas em inúmeras intervenções, seja como entrevistado ou por meio de seus ‘hangouts’ (programas de vídeo via Youtube), que tem ideias muito claras sobre a realidade brasileira e reúne conhecimento histórico e político de excelente nível.
Dono de uma simplicidade e generosidade pouco vistas na seara em que atua, Lobão que já era uma festejada celebridade no rock nacional, neste ano de 2013 consagrou-se também como um analista político e social super atilado. Prova disso é que a maioria dos veículos da grande imprensa dominados pelo pensamento politicamente correto e coalhados de tietes de Lula, José Dirceu, Genoino, Chico Buarque e Caetano Veloso, passaram a ignorá-lo. 
É que Lobão, como relatou num de seus hangouts, chegou à conclusão, por suas próprias reflexões, que não poderia continuar patinando no esquerdismo delirante. Teve, portanto, a dignidade de admitir publicamente que mergulhara num equívoco que durou alguns anos e que sentiu que tinha o dever, como cidadão, de expor suas ideias e de contribuir para o debate político que sofreu um desgaste irreparável desde que os jagunços ideológicos foram alçados ao poder. 
Mas o que é muito importante salientar é que Lobão, a partir dessas suas próprias constatações, teve a coragem que poucos têm, ou seja, de confessá-las. E mais do que isso: partiu para a ação colocando o seu prestígio e, sobretudo o seu conhecimento e competência, em favor da luta pelo Estado de Direito Democrático, pelas liberdades civis, pela moralidade e a boa ética, sustentáculos do regime democrático verdadeiro e que vêm sendo solapados pelo desgoverno do PT. 
Se as redes de televisão, com exceção do programa do Danilo Gentili que o entrevistou sobre seu livro (aliás, cabe um parênteses para o destaque ao grande Danilo Gentili que também não se curva ao pensamento único, bem como o Roger da famosa banda Ultraje a Rigor) - e demais jornalões viraram as costas para Lobão, a revista Veja não apenas registrou a nova faceta literária e política do já famoso Lobão, mas o contratou como articulista mensal na revista impressa.
Escrevo estas linhas com incontida satisfação pela atitude tomada por esse artista que, com desassombro e coragem que faltam à maioria, não se limitou a seguir a manada que vive catando caraminguás oficiais no terreiro do PT. Também tenho que render a minha homenagem ao Grupo Abril que edita a revista Veja, ao abrir o merecido espaço ao Lobão, a par do impecável trabalho jornalístico com o qual brinda os leitores brasileiros, seja na revista imprensa como também no seu site na internet.
Por tudo isso, Lobão merece o título de personalidade brasileira de 2013. É isso aí! Força Lobão! 

EM TEMPO: Lobão será entrevistado nesta segunda-feira, 2 de dezembro de 2013, no programa Roda Viva da TV Cultura de São Paulo. Imperdíve!
 
 
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