domingo, 11 de janeiro de 2015

Com o menor saldo em três anos, poupança exibe o estrago feito pelo PT na economia

poupanca_05Casa do terror – Mais uma prova do monstruoso equívoco em que se transformou a política econômica do primeiro desgoverno da petista Dilma Vana Rousseff. De acordo com o Banco Central, a caderneta de poupança registrou, em 2014, a menor diferença, em três anos, entre depósitos e saques em três anos. Os dados foram divulgados pelo BC nesta quarta-feira (7).
No ano passado, a captação líquida da poupança foi de R$ 24 bilhões, queda de 66,2% em relação ao saldo registrado em 2013, quando alcançou R$ 71 bilhões. O montante de 2014 só foi superior aos R$ 14,2 bilhões registrados em 2011.
O saldo da poupança em 2014 é fruto de depósitos de R$ 1,64 trilhão e saques de R$ 1,616 trilhão. No ano, o rendimento da poupança foi de 7,08%. Em dezembro passado, a captação líquida da poupança foi de R$ 5,43 bilhões, valor 51,5% inferior ao do mesmo mês de 2013, quando foi registrado R$ 11,2 bilhões. Contudo, em relação a novembro, houve aumento de 114,2%.
O fraco desempenho da poupança em 2014 é resultado da alta da inflação, que derrete o salário do trabalhador e impede que o cidadão faça suas economias. Outro fator que contribui para o péssimo resultado do mais popular investimento é que para driblar a crise econômica cresceu a transferência de recursos da poupança para outros produtos financeiros com rendimento superior ao da caderneta.
O derradeiro ingrediente dessa receita indigesta é que o brasileiro ganha mal e foi instado a cair de cabeça no universo do consumismo, apenas porque Lula, o alarife, precisava posar de herói diante da crise internacional que chacoalhou diversas economias ao redor do planeta. A estratégia míope do governo do PT foi adotada pela presidente Dilma Rousseff, que continuou apostando no consumo interno como antídoto contra a crise. Sem ter como honrar os compromissos financeiros assumidos na esteira dos insanos pedidos do Palácio do Planalto, a saída foi sacar o dinheiro da poupança e pagar os financiamentos em atraso.
O cenário da poupança não deve melhorar neste ano, pois a economia brasileira está à beira do precipício. Fora isso, como já mencionado, a inflação continua resistente e em trajetória de alta e a renda real (acima da inflação) das famílias deve seguir a trilha do descenso. Em outras palavras, não haverá dinheiro para destinar à caderneta de poupança

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Discípula de Lênin, o terrorista-chefe, Dilma não convenceu em nota oficial sobre o atentado de Paris

Conversa mole – Horas depois do atentado terrorista ao jornal francês Charlie Hebdo, em Paris, na quarta-feira (7), que deixou doze mortos e onze pessoas feridas, a presidente Dilma Vana Rousseff divulgou nota oficial em que classificou o ataque como “sangrento e intolerável”. Apesar do texto rebuscado que expressa consternação, recomenda-se não acreditar fielmente nas palavras da nota palaciana.
“Foi com profundo pesar e indignação que tomei conhecimento do sangrento e intolerável atentado terrorista ocorrido nesta quarta-feira, 7 de janeiro, contra a sede da revista “Charlie Hebdo”, em Paris. Esse ato de barbárie, além das lastimáveis perdas humanas, é um inaceitável ataque a um valor fundamental das sociedades democráticas – a liberdade de imprensa”, declarou a presidente.
Mais adiante, ainda na mesma nota, Dilma destacou: “Nesse momento de dor e sofrimento, desejo estender aos familiares das vítimas minhas condolências. Quero expressar, igualmente ao Presidente Hollande e ao povo francês a solidariedade de meu governo e da nação brasileira.”
Dilma, como é de conhecimento público, não pensava dessa maneira nos tempos em que engrossava a luta armada contra a ditadura. O UCHO.INFO não está a defender o regime militar, como jamais fez, mas não cultua a Lei de Talião, do olho por olho, dente por dente. A plúmbea era brasileira só ocorreu porque os militares evitaram, naquele momento, a instalação de um regime comunista no País, a exemplo do que tenta fazer a presidente da República e sua turba e esquerdistas. Em suma, o Brasil estava fadado a enfrentar um regime totalitarista, de direita ou de esquerda, o que não justifica as arbitrariedades cometidas pelos militares, verdadeiras ignomínias.
É importante salientar que Dilma Rousseff, na condição de integrante de um partido que acertadamente foi classificado como organização criminosa – os escândalos de corrupção provam isso – não tem moral para criticar os opróbrios terceiros, até porque o PT agiu de forma semelhante ao dos terroristas de Paris em relação ao covarde e cruel assassinato de Celso Daniel, então prefeito de Santo André, e à misteriosa morte do outrora prefeito de Campinas, Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT.
Ademais, nos tempos de luta armada, os esquerdistas que agora reforçam as alas do PT usaram de métodos idênticos aos dos terroristas que protagonizaram o atentado ao jornal Charlie Hebdo, ou seja, não se pode aceitar esse chororô de Dilma como sendo verdadeiro.
Aliás, não custa lembrar que a esquerda tupiniquim tem em Vladimir Ilyich Ulyanov, o Lênin, um dos seus símbolos maiores. Líder do Partido Comunista em um dos responsáveis pela Revolução Russa de 1917, Lênin era um adepto confesso do terrorismo, ideia que foi disseminada entre os membros do Conselho dos Comissários do Povo da União Soviética. Certa feita, Lênin cunhou frase que traduziu o barbarismo de seus ideais: “Somos favoráveis ao terrorismo organizado – isto deve ser admitido francamente.”
De tal modo, que ninguém se deixe enganar pelo conteúdo da nota oficial rabiscada pela assessoria palaciana e assinada por Dilma Rousseff, pois a presidente incentiva nos bastidores a censura à imprensa, enquanto diante das câmeras diz, mentirosamente, que prefere o ruído da democracia ao silêncio do totalitarismo. A exemplo dos terroristas que assassinaram os jornalistas e chargistas do Charlie Hebdo, na capital francesa, Dilma não aceita o contraditório. Só não usou a força por enquanto porque o Brasil ainda é, em tese, uma democracia, mas os profissionais da imprensa que se opõem ao governo petista conhecem o alto preço que se paga por estar na contramão.
Apenas para fins de registro, mais uma vez, em 2004, semanas após o UCHO.INFO ter divulgado as gravações telefônicas do caso Celso Daniel, o site foi tirado do ar, como se a democracia brasileira não abrigasse com galhardia o direito à liberdade de expressão. Anos mais tarde, depois de ter os telefones grampeados, o editor do site foi ameaçado de morte, recado dado por um estafeta criminoso do PT a um destacado integrante do Judiciário nacional, que por sua vez acionou as autoridades policiais para as devidas providências.
Resumindo, carece de convencimento a consternada (sic) nota oficial da Presidência da República sobre o atentado terrorista que feriu a liberdade de expressão e causou indignação em todo o planeta. Dilma precisa voltar à escola de teatro, uma vez que sua capacidade de representação está à míngua.

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Chuva com vento instala o caos em São Paulo, mas autoridades respondem com descaso

Luz de vela – É difícil imaginar que a quarta maior cidade do planeta, São Paulo, para por causa de uma chuva rápida e acompanhada de vento. Pode parecer enredo de filme de terror, mas é exatamente isso que aconteceu no final da tarde desta quinta-feira (8), quando uma chuva de pouco mais de meia hora colocou dezenas de semáforos em pane, causou mais de vinte pontos de alagamento, deixou milhares de paulistanos sem energia elétrica, fechou o aeroporto de Congonhas, um dos mais importantes do País, e derrubou o telhado de um hangar.
No apagar das luzes de 2014, buscando uma explicação convincente para a crescente incompetência de sua administração, o prefeito Fernando Haddad comparou as tempestades de verão que caem sobre a capital paulista nessa época do ano com o furacão Katrina, que em agosto de 2005 destruiu a cidade de New Orleans, nos Estados Unidos.
Buscar desculpas além das fronteiras verde-louras tornou-se uma mania entre petistas incompetentes, como a presidente reeleita Dilma Vana Rousseff, que no seu primeiro e desastroso mandato culpava o cenário internacional pela crise econômica que continua chacoalhando o Brasil. A petista errou durante quatro anos seguidos na condução da política econômica, mas a culpa é dos gringos.
Deixando de lado as questões econômicas e retomando o caos que se instalou em São Paulo, o prefeito Fernando Haddad desconhece a força de um furacão e o rastro de destruição que deixa essa bizarra e furiosa manifestação da natureza.
Nos Estados Unidos, país que Haddad decidiu se agarrar para explicar os alagamentos e centenas de árvores que recentemente desabaram na Pauliceia Desvairada, mesmo sob os fortes ventos de um furacão os semáforos funcionam, as árvores demoram a cair e poucos são os pontos de alagamento. Lembrando que não se pode comparar a força de um furacão com o vento que embala uma chuva mais teimosa e barulhenta.
O editor do UCHO.INFO enfrentou três ferozes furacões na terra do Tio Sam, mas em nenhum momento ficou no escuro, teve de atravessar alagamentos ou viu semáforos inoperantes. Aliás, Fernando Haddad, o prefeitinho, deveria enfrentar uma dezena de furacões para, pelo menos, arejar as ideias.
No escuro
Em relação à interrupção do fornecimento de energia em vários bairros da cidade de São Paulo, a empresa AES Eletropaulo mais parece uma usina de irresponsabilidade. Inúmeras regiões da cidade ficaram no escuro durante mais de cinco horas, mas a assessoria de imprensa da Eletropaulo se limitou a dizer que nos registros da distribuidora havia reclamações pontuais de falta de energia. Em todas as regiões da maior cidade brasileira faltou luz, mas a empresa finge ignorar a realidade alegando interrupções pontuais.
Em qualquer país minimamente sério, com autoridades responsáveis, a Eletropaulo já teria perdido a concessão, além de receber multa milionária por causa do péssimo serviço que presta aos consumidores. Milhares de negócios deixaram de funcionar na capital paulista, na noite desta quinta-feira, por causa da falta de energia, assim como centenas de consumidores residenciais perderam medicamentos que dependem de refrigeração, como insulina, por exemplo. Resta saber quem arcará com esses prejuízos.
Por outro lado, quem ousou telefonar para a Eletropaulo em busca de alguma informação, deparou-se com um enfadonho atendimento eletrônico. Qualquer informação extra, fornecida por um operador de teleatendimento, exigia do consumidor paciência para aguardar quase uma hora. Mesmo assim, a informação só era obtida depois de seguidas chamadas para a central da empresa. A legislação vigente determina que o atendimento telefônico de consumidores deve ocorrer em no máximo um minuto, mas na terra da malandragem as empresas colocam máquinas para falar com pessoas, forma encontrada para driblar a lei.
O caso é de polícia, sem sombra de dúvidas, mas vale lembrar que o Brasil é e sempre será o reino do faz de conta. Até porque, a reeleita Dilma vendeu aos incautos cidadãos a ideia de que o Brasil é a versão melhorada do País de Alice, aquele das maravilhas, sem que até agora alguém tivesse reclamado do embuste oficial. Eis o Brasil!
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Preços dos alimentos dobram em dez anos e aumento médio do salário mínimo despenca na era Dilma

Calculadora quebrada – Quando Luiz Inácio da Silva, o agora lobista, começou a girar pelo planeta à caça de honrarias que incautos lhe concederam porque acreditavam que o ex-metalúrgico havia iniciado um importante processo de combate à miséria, o UCHO.INFO afirmou que tudo não passava de um enorme equívoco, pois na verdade o que Lula fez, enquanto presidente, foi aumentar o contingente de miseráveis no vácuo de uma estabanada política econômica, que continua a castigar os brasileiros.
Malandro experimentado, até porque foi esculpido com o cinzel dos próceres da ditadura militar verde-loura, Lula passou a colecionar títulos de “doutor honoris causa”, apenas porque os que lhe concederam os tais prêmios desconhecem a realidade do País.
Nas muitas críticas que fizemos a essas premiações recheadas de fanfarrices e visão obtusa da realidade, deixamos claro que o ressuscitar da inflação faria com que o número de pessoas sem acesso à alimentação aumentaria sobremaneira com o passar do tempo. Não se trata de bola de crista ou profecia do apocalipse, mas de analisar os fatos com responsabilidade e experiência.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos últimos dez anos os preços dos alimentos subiram 99,73%, índice que supera a inflação oficial do período. De acordo com o IBGE, o Índice Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a maquiada inflação oficial, registrou avanço de 69,34%, entre 2005 e 2014. Nesse intervalo de tempo, os alimentos consumidos em casa subiram 86,59%, mas comer fora de casa teve um aumento de 136,14%.
A preocupação maior nessa rocambolesca novela em que se transformou a economia brasileira, cada vez mais atolada na crise, é o grau de mitomania dos integrantes de um governo incompetente, paralisado e corrupto, que insiste em vender a ideia de que o Brasil é versão moderna e tropical do País de Alice, aquele das maravilhas, que sempre aparece nas propagandas oficiais.
Durante a recente corrida presidencial, a petista Dilma Rousseff fez questão de enfatizar em suas aparições de campanha que o seu governo e o PT sempre lutaram pela valorização do salário do trabalhador. Quando este site criticou a fala mentirosa da presidente da República, os terroristas cibernéticos contratados pelo partido sempre trataram de promover ataques aos nossos computadores, como se isso causasse algum tipo de intimidação.
O PT só conseguiu chegar ao poder central porque iludiu milhões de brasileiros ao disseminar a tese boquirrota de que a única salvação da humanidade encontra-se nos partidos de esquerda, em especial na legenda comandada por Lula, o Messias de camelô que arruinou a economia nacional.
Se com base nos dados do IBGE comer ficou muito mais caro do que a inflação, algo de errado há na economia brasileira, que nos últimos quatro anos foi a passarela do mau humor e da truculência da presidente Dilma, que conseguiu dar continuidade ao estrago iniciado pelo antecessor.
Calvário pela frente
Para aqueles que creem que o Brasil chegou ao fundo do poço da crise, a ordem é subir a bainha da calça, porque ainda há de respingar muita água recheada de surpresas negativas. No momento em que decidiu manter o atual cálculo de reajuste do salário mínimo, Dilma decretou o calvário do trabalhador brasileiro, que nos próximos anos terá de se contentar com aumento salarial muito aquém do devido. Isso porque o ritmo de valorização do salário mínimo deve perder 505 ou mais do fôlego na passagem do primeiro para o segundo governo de Dilma.
Entre 2011 e 2014 – período que englobou o primeiro mandato de Dilma Rousseff – o salário mínimo teve elevação média anual de 2,9%, taxa que mostra-se acanhada quando comparada às da era FHC e Lula.
A fórmula atual de reajuste do mínimo está atrelada à variação do Produto Interno Bruto de dois anos antes e à taxa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior. Isso significa que em 2016, tomando como base o PIB de 2014 e a inflação de 2015, será de no máximo 0,2%, como já noticou o UCHO.INFO em diversas ocasiões.
Esse quadro desanimador é resultado de uma conjuntura econômica pífia, vítima da irresponsabilidade e do ufanismo do governo. Com isso, entre 2015 e 2018 – período do segundo mandato de Dilma – o aumento médio anual do salário mínimo será, na melhor das hipóteses, de 1,2%. Isso se Deus provar que é brasileiro, se a equipe econômica fizer a lição de casa e se Dilma abandonar a certeza de que entende de economia.
Contas para lá e para cá, na era Dilma o aumento médio anual do salário mínimo deverá alcançar no máximo a marca de 2%, taxa anoréxica se comparada à da era Fernando Cardoso (4,7%) e à de Lula (5,5%).
Logo depois que se instalou no Palácio do Planalto, Lula adotou o enfadonho discurso da “herança maldita”, como se FHC fosse culpado pelas lambanças do petista. O palavrório típico de alarife se estendeu ao segundo mandato do ex-metalúrgico e, vez por outra, foi balbuciado por Dilma. Acontece que a presidente reeleita só pode reclamar da herança maldita deixada por ela a si mesma. Em suma, é caso de hospício.

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Carta de Olavo de Carvalho a Otávio Frias Filho


Desprezado senhor,

A propósito da matéria publicada em http://blogdomorris.blogfolha.uol.com.br/…/laerte-no-brasi…/:

Segundo esse senhor ou dona Laerte, "a guerra jihadista contra o mundo é uma idéia louca, alimentada por Bushes da vida, Olavos de Carvalho da vida". É incrível a leviandade com que palpiteiros me atribuem qualquer estupidez que lhes passa pela cabeça, sem quaisquer escrúpulos, sem qualquer consulta aos meus textos e sem conhecer absolutamente NADA do que penso e digo. Quem assim procede não merece respeito nem consideração, é apenas um cafajeste, um bandidinho pé-de-chinelo. Nem vou perguntar o que tenho a ver com Bush ou com jihadistas, porque quem me lê -- o que não é o caso dessa pessoa -- sabe que é absolutamente nada e não vejo razão para insistir no óbvio só porque um ignorante com presunção de onissapiência o nega. Não espanta que as opiniões políticas dessa criatura nasçam de uma pura preferência sexual, o que consiste exatamente em pensar com o cu ou com o pau.
Associar o meu nome ao de George W. Bush já é absurdo em si, mas culpar-nos aos dois pelo jihad é puro delírio psicótico, que em tempos normais nenhum jornal publicaria. O jornalismo brasileiro desceu mesmo ao nível do esgoto. Responder a essa porcaria com um xingamento já seria conceder-lhe honra demais. Responsabilizo pessoalmente o sr. Octavio Frias Filho pela publicação dessa enormidade e anuncio que, se ele não me pedir desculpas em público, cuspirei na sua cara tão logo tenha o desprazer de encontrá-lo.
Olavo de Carvalho

Mídia Sem Máscara - Jihadismo de uns, farisaísmo de outros

Mídia Sem Máscara - Jihadismo de uns, farisaísmo de outros


Em junho de 2014 minha mulher e eu fomos conhecer Istambul. Não por coincidência, procedíamos de Roma. Quiséramos, de fato, experimentar esse salto abrupto, proporcionado por pouco mais de duas horas de voo, entre as duas cidades milenares - a Roma do Ocidente e a Roma do Oriente.

Encontramos uma Istambul fortemente ocidentalizada. O trânsito caótico, aliás, lembra muito o de Roma. No entanto, sobre a buzinação dos automóveis e o ruidoso assédio dos comerciantes é possível ouvir, cinco vezes ao dia, a miríade de minaretes reproduzirem a voz do muezin chamando à oração. É assim que a gente se lembra, frequentemente, de estar num país islâmico.
Durante séculos, o panorama das cidades do mundo cristão foi marcado pela visibilidade das torres das igrejas. Elas se erguiam acima das demais edificações, ganhando altura e sinos exatamente para assinalarem a presença do sagrado. Com o tempo, porém, nos grande centros urbanos, os arranha-céus superaram as torres, os sinos calaram e as igrejas sumiram na paisagem. Em Istambul, diferentemente, os minaretes, sempre visíveis, preservam sua importância simbólica para a religiosidade da população muçulmana.
Daquele primeiro contato com um país islâmico, ficaram-nos duas importantes constatações. Primeiro, foi o fato de que, em momento algum, qualquer de nós - minha mulher e eu - ocidentais, católicos, praticantes, nos sentimos estranhos perante a religiosidade da população local, suas expressões de fé, suas mesquitas, seus cantos e suas práticas religiosas. Tudo nos pareceu bom, digno e respeitável. Ficou ainda mais difícil, então, entender a existência, no Ocidente, de pessoas e organizações que, se dizendo agredidas por manifestações públicas de religiosidade, pretendem aboli-las.
Segundo, foi perceber que não existe, na Turquia, interdição ou rejeição a outras religiões, seus símbolos e suas práticas. Certamente entre outros, há templos católicos, evangélicos e sinagogas, revelando o caráter moderno e civilizado do povo. Um bom exemplo dessa virtude torna-se nítida no interior de Santa Sofia, ou Agia Sophia (Sagrada Sabedoria). Aquela magnífica construção foi catedral de Constantinopla durante 11 séculos. Com a tomada da cidade pelos seljúcidas, em 1453, foi convertida em mesquita. Em 1935, virou museu. Ao visitá-la, observam-se, por toda parte, símbolos cristãos e tentativas de recuperar mosaicos com temas católicos que haviam sido recobertos com tinta durante seu uso como mesquita. Deixamos Santa Sofia pensando sobre a extravagante sensibilidade que faz certas pessoas, em pleno século 21, se sentirem constrangidas, agredidas, com a visão de um crucifixo ou de outro símbolo religioso em local público.
Estas reflexões, me levam, enfim ao ataque terrorista à redação do Charlie Hebdo. Assim como há o ateísmo como doença mental (presente em todas as experiências comunistas do século 20), existe a religiosidade como doença mental, perceptível nos fanatismos e no jihadismo que, com violência crescente, se verifica no islamismo. A intolerância é um mal que pode afetar tanto os crentes quanto os ateus. Não é um mal inerente à crença ou à descrença. É um mal do indivíduo.
Os cartunistas do semanário francês não foram as únicas e singulares vítimas dessa insanidade que iniciou no século 7º e nunca teve fim. Em mais de meia centena de países, seja como vítimas do ateísmo, seja como vítimas de fanatismos religiosos, morrem 20 cristãos por dia no mundo. Centenas de milhares são constrangidos a migrar. Cinco dezenas de países os discriminam negativamente. No Iraque, por exemplo, desde 2003, a população católica perdeu 700 mil membros. Outros 450 mil deixaram a Síria. Duas centenas de igrejas cristãs foram destruídas na Nigéria, durante o último mês de outubro. Mas esses fatos não ganham manchete, não levam ninguém às praças do mundo civilizado, e não geram, na diplomacia de Dona Dilma, qualquer manifestação.
O nome disso é farisaísmo. Enquanto defende a liberdade de criação dos cartunistas franceses, designa para a pasta da Comunicação de seu próprio governo um ferrenho adversário da liberdade de imprensa, que deixou isso bem claro já no discurso de posse.

www.puggina.org

Mídia Sem Máscara - O Ocidente acuado

Mídia Sem Máscara - O Ocidente acuado


Esses radicais já provaram que não aceitam nenhum tipo de diálogo, nenhuma argumentação, humor ou crítica. Ser civilizado não significa abrir mão do poder de fogo na hora da luta,
e sim lutar com honra.
 
Diversos países europeus vêm, já há alguns anos, assumindo uma postura totalmente equivocada no tocante à imigração de refugiados muçulmanos para seus territórios. Parece que os líderes da Inglaterra, França, Espanha e Suécia, entre outros, não conseguiram enxergar a diferença brutal que existe entre acolher um refugiado em sua casa e passar a escritura da casa para o refugiado.
O continente que foi palco da grande maioria das guerras que já aconteceram no mundo, o berço da filosofia, da arte e do conhecimento científico que construíram a civilização ocidental, uma terra onde estão enterrados dezenas de milhões de soldados que lutaram pelas liberdades que tanto valorizamos, está de joelhos diante do avanço do islamismo. O episódio de hoje, em Paris, onde terroristas muçulmanos invadiram a sede do jornal Charlie Hebdo, matando 12 pessoas e ferindo 11, é mais um dos resultados que os governos da Europa vêm colhendo com sua política covarde. Os terroristas, radicais que queriam vingar as piadas feitas com sua fé, não tiveram nenhuma misericórdia com os jornalistas que ali estavam, e cometeram essa chacina com a mesma tranquilidade com que eu ou você matamos um pernilongo que tenta nos picar. Aliás, para os radicais islâmicos, nós não passamos disso: somos seres descartáveis, sem valor algum, somente por não professarmos a mesma fé.
A mídia mundial, que parece sofrer de um embotamento nunca visto antes, insiste que estamos diante de uma minoria ínfima, pois a grande maioria dos muçulmanos são pessoas de bem e pacíficas. Mas a coisa não é bem assim. Os serviços de inteligência de Israel, EUA, Inglaterra e Rússia estimam que entre 15% e 25% dos muçulmanos são radicais, ou seja, acreditam que sua fé é a única salvação para o mundo e que o modo de vida ocidental deve ser exterminado para que o islã possa reinar soberano. Isso significa algo entre 180 e 300 milhões de pessoas dedicadas a destruir o que nós chamamos de casa, o mundo e a cultura ocidental. Como disse, com brilhantismo, Brigitte Gabriel, neste vídeo disponível com legendas no Youtube, são esses radicais que fazem a diferença, e não os 75% a 85% de muçulmanos pacíficos. Os pacíficos não detêm os radicais, não impedem seus ataques, não pegam em armas para combatê-los; sua única contribuição é permanecerem quietos, muitas vezes mudos diante de tragédias como essa.
Do outro lado vemos a civilização ocidental acuada. Na Europa, onde pouquíssimos países permitem o porte de arma aos cidadãos de bem, as chances de que alguém esteja armado durante uma agressão como a de hoje são mínimas. Além disso, a postura que tem sido adotada, a de “somos civilizados e resolvemos as coisas civilizadamente, não com violência” é um tanto ridícula diante do tamanho da ameaça. Não parece, de forma alguma, que estamos vendo os mesmos países que enfrentaram a loucura do nazismo. Há apenas 70 anos os soldados aliados deram suas vidas em batalhas sangrentas para que a liberdade fosse preservada, e a loucura e a matança tivessem um fim. O que está acontecendo é um desrespeito ao sacrifício de tantos; é covarde e vergonhoso.
Já passou da hora dos países europeus imporem limites aos que acolhem como cidadãos. Imigrantes são convidados, e eu sei bem disso, pois sou um deles. Vivo fora da minha pátria, e procuro respeitar os costumes e as leis de onde estou. Mas não é isso que acontece hoje nesses países que citei. Na Inglaterra, por exemplo, bairros inteiros de Londres e de outras grandes cidades são completamente dominados pelos muçulmanos, que impõem sua própria lei, a sharia, criando zonas onde o Estado não tem mais poder. Em algumas cidades da Suécia os policiais não entram em alguns bairros muçulmanos, com medo de enfrentar os radicais. A França segue pelo mesmo caminho. Em Israel, onde há dois meses uma sinagoga foi atacada, a resposta do ministro de Segurança, Izthak Aharonovich, foi imediata: facilitar o porte de armas aos cidadãos. Esta é a única maneira de colocar medo nos radicais agressores, pois um cidadão armado não é como um policial, que anda fardado e com a arma exposta; um cidadão de bem armado é sempre uma preocupação para um terrorista, a última coisa que ele quer encontrar pela frente. Policiais são fáceis de se evitar – nenhum atentado terrorista é impedido pela presença de policiais, pois os terroristas esperam que a polícia saia do local, ou escolhem um local longe da presença de forças de segurança. Um cidadão carregando uma arma escondida é impossível de ser evitado.
Como diz o nome de uma canção da banda Metallica, “Fight fire with fire” – combatamos fogo com fogo. Esses radicais já provaram que não aceitam nenhum tipo de diálogo, nenhuma argumentação, humor ou crítica. Ser civilizado não significa abrir mão do poder de fogo na hora da luta, e sim lutar com honra. Não precisamos decapitar pessoas e nem assassinar inocentes para combater os radicais; mas também não podemos achar que o faremos com canetas e conversas. É hora de mostrar e usar a força.


Flavio Quintela
, escritor e tradutor de obras sobre política e filosofia, é autor do livro “Mentiram (e muito) para mim”.