segunda-feira, 19 de agosto de 2013
BLOG DO ALUIZIO AMORIM: MINISTRA CÁRMEN LÚCIA ANALISARÁ RELATÓRIO QUE COMP...
BLOG DO ALUIZIO AMORIM: MINISTRA CÁRMEN LÚCIA ANALISARÁ RELATÓRIO QUE COMP...: Ministra Cármen Lúcia A ministra Cármen Lúcia, há sete anos no Supremo Tribunal Federal (STF), é conhecida por não se envolver nas ruid...
BLOG DO ALUIZIO AMORIM: CUBO CARD, A MOEDA PARALELA DA ONG 'FORA DO EIXO',...
BLOG DO ALUIZIO AMORIM: CUBO CARD, A MOEDA PARALELA DA ONG 'FORA DO EIXO',...:
CUBO CARD, A MOEDA PARALELA DA ONG 'FORA DO EIXO', BASE DA MILITÂNCIA DO PT, É DENUNCIADA POR COMERCIANTES DE CUIABÁ.
O
pacote de notas multicoloridas, semelhantes às de jogos de tabuleiro,
enche uma gaveta no caixa do restaurante de José Ignácio Lima, no centro
de Cuiabá.
O que
os papéis representam, porém, está longe de ser brincadeira. "São R$ 21
mil, ou quase 2.000 refeições, que tento receber há três anos, sem
sucesso", diz Lima.
As
notas, de 1, 5, 10 e 50, são Cubo Cards, "moeda alternativa" lançada em
2003 pelo Espaço Cubo, um grupo “cultural” que se transformou no Fora do
Eixo, sob a liderança do ativista Pablo Capilé.
A foto
acima, sem o crédito, bomba nas redes sociais alertando os comerciantes
essa “moeda paralela” com a qual a ONG Fora do Eixo paga seus
fornecedores.
A entidade dirigida por Capilé, é acusada de deixar um rastro de calotes na praça de Cuiabá.
sábado, 17 de agosto de 2013
Mídia Sem Máscara - No que respeita à língua, do Brasil só vem merda
Bom...eu disse que não assumiria a nova ortografia podre.
Mídia Sem Máscara - No que respeita à língua, do Brasil só vem merda
Que me perdoem os amigos brasileiros, mas já não aguento mais! Puta que pariu! Em matéria de política da língua “portuguesa”, a grande diferença entre Portugal e o Brasil é que a de que a oposição ao Acordo Ortográfico, a existir no Brasil, não é organizada, ao passo que os defensores brasileiros do Acordo Ortográfico estão fortemente organizados – e a razão pela qual os putativos opositores brasileiros ao Acordo Ortográfico não estão organizados é a de que (apesar da aberração do Acordo Ortográfico) pensam que “o Brasil vai tirar vantagem”. Mas não vai.
Um sinal não é a mesma coisa que um símbolo. O símbolo tem um conteúdo, em que é simbolizado o representado (ver definição acima de “representação”), enquanto que os sinais são escolhidos arbitrariamente.
Orlando Braga edita o blog Perspectivas.
Mídia Sem Máscara - No que respeita à língua, do Brasil só vem merda
Escrito por Orlando Braga
| 16 Agosto 2013
Artigos - Cultura
"Alguns
podem pensar que ao escrever “penço” estou cometendo um erro de
gramática. Não. O erro, isso mesmo, erro é ortográfico. Tanto já se
comentou por aqui em acerto e erro, adequado e inadequado, que acredito
que a confusão agora está completa."Marcia Meurier Sandri, Mestre em Língua Portuguesa UERIArtigos - Cultura
Que me perdoem os amigos brasileiros, mas já não aguento mais! Puta que pariu! Em matéria de política da língua “portuguesa”, a grande diferença entre Portugal e o Brasil é que a de que a oposição ao Acordo Ortográfico, a existir no Brasil, não é organizada, ao passo que os defensores brasileiros do Acordo Ortográfico estão fortemente organizados – e a razão pela qual os putativos opositores brasileiros ao Acordo Ortográfico não estão organizados é a de que (apesar da aberração do Acordo Ortográfico) pensam que “o Brasil vai tirar vantagem”. Mas não vai.
Enquanto
que os defensores portugueses do Acordo Ortográfico andam
envergonhados, os defensores brasileiros do Acordo Ortográfico andam
orgulhosos. E esta diferença faz toda a diferença.
Vamos
definir alguns conceitos recorrendo a um dicionário, antes de
prosseguir na desconstrução deste raciocínio tipicamente brasileiro.
Ortografia (do latim ortographia que por sua vez deriva do grego orthographia): parte da gramática que ensina a escrever correctamente as palavras de uma língua.
Gramática: (do latim grammatica que por sua vez deriva do grego grammatike): tratado dos factos da linguagem falada e escrita e das leis que a regulam.
Convenção: do latim conventio, que significa “pacto”: resultado de um acordo explícito ou tácito.
Já agora, a definição de “representação“:
termo que designa qualquer imagem ou pensamento que se forma no
psiquismo consciente, e que se supõe responder a um elemento exterior.
Do ponto de vista da filosofia, também podemos definir “representação”
como acto pelo qual o espírito torna presentes os seus objectos mediante
a construção de imagens mentais.Ortografia (do latim ortographia que por sua vez deriva do grego orthographia): parte da gramática que ensina a escrever correctamente as palavras de uma língua.
Gramática: (do latim grammatica que por sua vez deriva do grego grammatike): tratado dos factos da linguagem falada e escrita e das leis que a regulam.
Convenção: do latim conventio, que significa “pacto”: resultado de um acordo explícito ou tácito.
A seguir, o problema é o de saber se uma língua é um mero sistema de sinais – conforme defendido por Ferdinand de Saussurre, o fundador da linguística – ou, em vez disso, é um sistema de símbolos. E aqui está o busílis da questão.
Émile Benveniste ,
para além de ter refutado uma concepção “behaviourista” da linguagem
(que é o que está subjacente ao fundamento ideológico do Acordo
Ortográfico) demonstrou que uma língua é um sistema de símbolos e não um
mero sistema de sinais, quando ele verificou que as categorias lógicas
de Aristóteles reproduzem as categorias gramaticais da língua grega
antiga, sendo que a universalidade dessas categorias lógicas de
Aristóteles devem ser adaptadas para se tornarem inteligíveis em outras
línguas.Um sinal não é a mesma coisa que um símbolo. O símbolo tem um conteúdo, em que é simbolizado o representado (ver definição acima de “representação”), enquanto que os sinais são escolhidos arbitrariamente.
O
símbolo, para além do significado cultural que o sinal também pode ter,
tem um significado espiritual (relativo à experiência humana subjectiva
e que adquire uma experiência intersubjectiva ou colectiva) que o sinal
não tem.
Um
sinal só passa a ser um símbolo quando passa a ter um conteúdo com
relação a um representado, o que lhe retira a arbitrariedade previamente
existente. Um símbolo nunca se muda porque isso resultaria também na
dissolução do seu significado; um sinal pode ser mudado mantendo-se o
seu significado anterior.
A
ortografia, para além de ser um conjunto de sinais [por exemplo, o
alfabeto], é um sistema simbólico coeso que o Acordo Ortográfico
pretende destruir.
Muita
gente pensa que o significado da língua não se altera através da
eliminação das características etimológicas da língua, como por exemplo,
a supressão das consoantes mudas. Concebendo a língua como um sistema
de sinais, pensam que mudando a constituição de uma palavra – ou seja,
mudando um mero sinal – o seu significado mantém-se exactamente igual ao
significado anterior à mudança.
«Duravão
as Cortes e as instâncias dos povos querendo que S. A. se coroasse
dizendo que o havião aclamar. Porem S. A. impidio isso, porque os povos
estavão resulutos a isso, mais do que a pagar os tributos necessários.
Sucedeo nas Cortes em S. Roque, aonde se junta o estado da nobreza, como
em S. Domingos o eclesiástico, e o dos povos em S. Francisco, que
sentando-se acaso o Duque de Cadaval em o banquinho do Secretário delas,
que era o Marquês de Gouveia, que ainda se não começavão, o qual lugar é
no topo da casa, junto de um bofete, donde principião os bancos pela
casa abaxo em que se sentão os 30.»
- “Governo
do Príncepe Dom Pedro regente de Portugal”, citado do livro “Portugal,
Lisboa e a Corte de D. Pedro II e de D. João V – Memórias Históricas de
Tristão da Cunha de Ataíde, 1º Conde de Povolide”, página 99, 1990,
Chaves Ferreira – Publicações, S. A.
Mudando
as palavras mudam-se os símbolos – e não os sinais -, porque uma
língua, para além das palavras, tem uma morfologia e uma sintaxe que
implicam previamente uma simbologia. E, para a esmagadora maioria dos
brasileiros, este texto não é “português” mas antes é chinês: tornou-se
ininteligível. Por isso é que a literatura brasileira é muito pobre se
tivermos em consideração a população do Brasil. E o que parece é que o
Brasil, não contente com a pobreza endógena da sua literatura, pretende
exportar a sua indigência literária para todo o mundo de língua
portuguesa.
Orlando Braga edita o blog Perspectivas.
Mídia Sem Máscara - Irmandade Muçulmana: temos informações comprometedoras sobre Obama
Mídia Sem Máscara - Irmandade Muçulmana: temos informações comprometedoras sobre Obama
O
filho de um líder da Irmandade Muçulmana no Egito que está preso afirma
que seu pai tem evidência que irá colocar o presidente Obama na prisão.
Tradução: Eliseu P. L. J.
Do WND: Muslim Brotherhood claim: We’ve got “goods on Obama”
Escrito por Jerome Corsi
| 16 Agosto 2013
Internacional - Estados Unidos
Internacional - Estados Unidos
O
filho de um líder da Irmandade Muçulmana no Egito que está preso afirma
que seu pai tem evidência que irá colocar o presidente Obama na prisão.
A
afirmação chegou num momento em que o governo de Obama, com a
assistência dos senadores John McCain, (R-Ariz) e Lindsey Graham, (R
-S.C.), e o envolvimento descarado do homem número 2 no Departamento de
Estado dos EUA, fez um esforço conjunto para libertar líderes da
Irmandade Muçulmana no Egito.
Em
uma entrevista para a agência de notícias Anatolia na Turquia, Saad
Al-Shater, o filho do líder encarcerado da Irmandade Muçulmana Khairat
Al-Shater, disse que seu pai “tem em mãos” evidência que irá colocar
Obama na prisão.
Em
uma pequena ameaça velada, Saad Al-Shater disse que uma delegação dos
EUA foi enviada ao Cairo por Obama para pressionar as autoridades a
libertarem os líderes encarcerados da Irmandade Muçulmana, incluindo seu
pai a fim de impedir a divulgação de informações explosivas.
Fluente
em árabe e ex-membro da Organização para a Libertação da Palestina,
Walid Shoebat traduziu o informe da agência de notícias Anatolia
conforme abaixo:
Em
uma entrevista para a agência de notícias Anatolia, Saad Al-Shater, o
filho de um líder da Irmandade Muçulmana (o preso Khairat Al-Shater),
disse que seu pai tem em mãos evidência que irá colocar o presidente dos
Estados Unidos da América, o presidente Obama, na prisão. Ele ressaltou
que a delegação de alto nível dos EUA atualmente visitando o Egito sabe
muito bem que o destino, futuro, interesses e reputação do seu país
está nas mãos de seu pai, e eles sabem que ele possui as informações,
documentos e gravações que incriminariam e condenariam seu país. Tais
documentos, ele diz, foram colocados em mãos de pessoas de confiança
dentro e fora do Egito, e que a libertação de seu pai é a única forma de
impedir uma grande catástrofe. Ele declarou que um alerta foi enviado
ameaçando mostrar como o governo dos EUA está ligado. As provas foram
enviadas através de intermediários, que os levou a mudar de atitude e
corrigir sua posição, e que eles têm tomado medidas sérias para provar
boa-fé. Saad disse ainda que a segurança de seu pai é mais importante
para os americanos do que é a segurança de Mohamed Mursi.
Escrevendo em seu blog,
Shoebat notou que seis diferentes fontes árabes confirmaram a
entrevista com Saad Al-Shater e o relatório das alegações de Al-Shater.
Shoebat
disse que a entrevista com Saad Al-Shater foi em 7 de agosto, fazendo
provavelmente com que a referência à “delegação de alto nível dos EUA
atualmente visitando o Egito” fosse sobre a viagem de McCain, Graham e o
vice-secretário de Estado dos EUA, William Burns
No
dia 6 de agosto, com o vice-presidente interino egípcio Mohamed El
Baradei, o ex-diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica
da ONU, McCain e Graham chamaram Khairat Al-Shater e outros líderes
presos da Irmandade Muçulmana de “presos políticos”. Eles disseram aos
repórteres no Cairo que não libertar os prisioneiros da Irmandade
Muçulmana seria “um erro enorme”.
O
presidente interino do Egito, Mansour Adly, rejeitou o pedido da
delegação dos EUA, dizendo aos repórteres no Cairo que se tratava de uma
“interferência inaceitável na política interna”.
No
dia 6 de agosto, a Associated Press informou que o governo egípcio
planeja processar Khairat Al-Shater e os outros líderes da Irmandade
Muçulmana presos sob a acusação de incitar a violência em dezembro
passado, quando os membros da Irmandade Muçulmana atacaram manifestantes
sentados fora do escritório do então presidente Mohamed Mursi,
resultando na morte de 10 pessoas.
A
ABC News informou que Burns viajou separadamente na noite de domingo, 4
de agosto, para a notória prisão de Tora, no centro do Cairo, para se
reunir com Khairat Al-Shater, apesar das alegações da Irmandade
Muçulmana de que Al-Shater se recusou a se reunir com ele.
No
dia 6 de agosto em uma entrevista para a CNN, no Egito, McCain
mencionou o preso Khairat Al-Shater, conhecido abertamente como líder da
Irmandade Muçulmana, quando perguntado sobre indivíduos que poderiam
negociar com sucesso um futuro governo egípcio.
Os
senadores criaram polêmica em uma conferência de imprensa no Cairo
transmitida pela Al Jazeera, quando McCain chamou a expulsão de Morsi em
3 de julho de um “golpe”, uma palavra que o governo Obama tem resistido
usar.
Shoebat
publicou evidência documentando que Khairat Al-Shater tem sido
implicado no tráfico de armas através do Sinai e para dentro de Gaza bem
como negociando libertações de prisioneiros em troca de terroristas.
O
ex-jurista americano Joseph diGenova, representante legal para o
denunciante do caso Benghazi, Mark Thompson, afirmou nesta semana que
autoridades dos serviços de inteligência com conhecimento do ataque ao
consulado em Benghazi acreditam que o ataque estava ligado a 400 mísseis
terra-ar destinados aos rebeldes sírios que as autoridades
norte-americanas temiam que poderiam ser utilizados para abater um avião
ou atacar uma embaixada dos EUA.
Duas semanas após o ataque a Benghazi, o WND foi o primeiro a informar
fontes afirmando que o complexo de Benghazi era um centro de
inteligência e planejamento da CIA usado para recrutar e armar rebeldes
islâmicos para lutar contra o presidente sírio Bashar al-Assad.
Tradução: Eliseu P. L. J.
Do WND: Muslim Brotherhood claim: We’ve got “goods on Obama”
Mídia Sem Máscara - Mensalão - o retorno
Mídia Sem Máscara - Mensalão - o retorno
Escrito por Percival Puggina
| 17 Agosto 2013
Artigos - Governo do PT
Artigos - Governo do PT
"Corrupção é uma bola de neve. Se começa a rolar, precisa aumentar."
Charles Caleb Colton
Charles Caleb Colton
He is back! O
maior julgamento da história retorna às telas com novo elenco, em
versão revista e modificada. Onze homens e suas muitas sentenças. Não há
quem desconheça o interesse de Lula, presidente de fato da República,
de Dilma, a "presidenta" de direito, e do partido governante, em livrar
da prisão os velhos companheiros e os parceiros já condenados pelo STF. A
roda do tempo e do destino concedeu-lhes, para a fase de deliberação
sobre os embargos interpostos pelos réus, a oportuna e estratégica
possibilidade de prover duas vagas que se abriram no plenário daquela
Corte.
Pois
bem, se nada sei a respeito do ministro Teori Zavaski, um dos dois
novos atores da novela, conheço muito bem o modo de agir do petismo. E o
ministro Luís Roberto Barroso, por sua vez, cuidou pessoalmente,
reiteradas vezes, de manifestar seus sentimentos em relação ao caso.
Antes de iniciar a deliberação sobre os embargos, Barroso declarou que o
julgamento fora "um ponto fora da curva" nas decisões do Supremo e que o
STF havia "endurecido a jurisprudência". No primeiro dia, sem que
ninguém lhe perguntasse, saiu declarando que o mensalão não fora "o
maior caso de corrupção da história". Opa, foi sim, ministro! Pela
gravidade foi, sim. Pelo fato de o governo haver comprado a dinheiro uma
parte do parlamento, foi sim. Pelo fato de uma parte do parlamento se
ter vendido ao governo, foi sim.
Nessa
mesma ocasião, após dissertar, não sem razão, sobre os males da
corrupção, o ministro Barroso condenou o modelo institucional brasileiro
como causa principal das desgraças morais de nossa política. Tal
afirmação poderia estabelecer um ponto a favor de sua excelência. Eu
mesmo arranjei-me uma lesão por esforço repetitivo de tanto escrever
sobre isso. Mas não é correto invocar os vícios do modelo institucional
para diluir, para liquefazer, robustas e seríssimas responsabilidades
individuais. É o mesmo argumento, sem tirar nem pôr, que os petistas
sacam do bolso sempre que necessário para defender os seus. E o fazem
retornar cuidadosamente ao mesmo compartimento do casaco quando se
referem, por exemplo, ao tucanoduto mineiro, que está na fila para
apreciação pelo STF. Tem razão o ministro. O sistema é corruptor, sim.
De quem for corruptível.
Realmente
não ficou bem para ele expressar por tantos modos certa indulgência em
relação aos graves crimes cometidos por réus que são protegidos de quem o
indicou ao cargo que agora ocupa no STF. Eis por que não hesito em
afirmar que se as coisas andarem para onde parecem soprar os ventos do
momento, se com a mudança de composição da corte o caso sofrer a
reviravolta que aparentemente se desenha no horizonte, esta nova etapa
do julgamento do mensalão poderá se converter no segundo maior escândalo
de corrupção da história da República. Nem só de dinheiro se alimenta a
bola de neve da corrupção.
BLOG DO ALUIZIO AMORIM: 'FORA DO EIXO' DEIXOU RASTRO DE CALOTES EM CUIABÁ,...
BLOG DO ALUIZIO AMORIM: 'FORA DO EIXO' DEIXOU RASTRO DE CALOTES EM CUIABÁ,...: Pablo Capilé, chefe do Fora do Eixo
domingo, agosto 18, 2013
'FORA DO EIXO' DEIXOU RASTRO DE CALOTES EM CUIABÁ, AFIRMA JORNAL.
![]() |
| Pablo Capilé, chefe do Fora do Eixo |
O
pacote de notas multicoloridas, semelhantes às de jogos de tabuleiro,
enche uma gaveta no caixa do restaurante de José Ignácio Lima, no centro
de Cuiabá.
O que
os papéis representam, porém, está longe de ser brincadeira. "São R$ 21
mil, ou quase 2.000 refeições, que tento receber há três anos, sem
sucesso", diz Lima.
As
notas, de 1, 5, 10 e 50, são Cubo Cards, "moeda alternativa" lançada em
2003 pelo Espaço Cubo, grupo cultural mato-grossense que foi o embrião
do grupo Fora do Eixo, hoje sediado em São Paulo e com braços pelo país.
O grupo
ganhou visibilidade após a revelação de que banca as ações da Mídia
Ninja, que cobriu ao vivo, via web, a onda de protestos no país.
Os Cubo Cards eram usados para pagar artistas, produtores e donos de estúdios
"O
acordo era que, se aceitasse os Cards como pagamento, eu trocaria parte
em dinheiro e receberia parte em propaganda. Fiquei com este monte de
papel", diz Lima.
Trato
semelhante foi feito com a rede de papelarias de Zerrer Salim, outro
"colecionador" involuntário de Cubo Cards. Com R$ 22 mil a receber, ele
conta que fechou um acordo com o Fora do Eixo e aceitou um longo
parcelamento. "Não adiantou. Recebi apenas R$ 2.000 neste ano."
O
rastro de calotes inclui artistas, donos de estúdios musicais e ao menos
três hotéis. Um deles acionou na Justiça o líder do grupo, Pablo
Capilé, e obteve sentença favorável, ainda não executada.
"Hospedamos
60 pessoas por sete dias e elas simplesmente saíram, não vieram acertar
e, mesmo com decisão favorável da Justiça, não recebemos um centavo",
diz Faiana Prieto, filha da dona.
O caso
ocorreu em 2006, na realização do festival Calango, uma das vitrines do
grupo, então apoiado por Estado e Prefeitura de Cuiabá.
Financiado
desde 2008 pela Petrobras, o festival foi considerado o maior evento de
música alternativa do Centro-Oeste. Na última edição, em 2010, reuniu
40 bandas.
No ano
seguinte, foi cancelado e nunca mais aconteceu. A cantora Luciana
Bonfim, que se apresentou no evento, diz que calote era a "política
oficial". "Até empresas de banheiro químico, de extintores de incêndio e
pedreiros ficaram sem receber", diz.
Outro
hotel disse que ficou sem receber R$ 5.000 em diárias em 2006, mas que
desistiu de cobrar. Para a cineasta Caroline Araújo, esses casos "não
são novidade para os cuiabanos". "O Brasil está vendo o que Cuiabá já
sabia."
OUTRO LADO
A
coordenação do Fora do Eixo disse ter R$ 60 mil em dívidas em Cuiabá,
que o valor está em negociação e todos os credores serão pagos.
"Estamos
negociando com todos os fornecedores e parcelando as dívidas. E pode
ter certeza: uma parte significativa dos agentes culturais no Brasil
possui dívidas como essas", disse Lenissa Lenza, responsável pelo braço
financeiro, o banco Fora do Eixo.
Diferentemente
do que afirmaram os donos da papelaria e do restaurante, Lenza disse
que as dívidas do grupo foram parceladas e que os acordos estão em dia. Da Folha de S. Paulo deste domingo
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
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